Sempre que vou, raras são as vezes que quero realmente sair do conforto da monotonia dos meus dias;sempre que venho o terror de entrar novamente nos dias repetidos é algo que me assusta,que me apanha e me empurra para um sofá usado,para uma televisão estagnada. Sair do circulo,sair da monotonia,sair de mim. Gosto de saber que vou,gosto de saber que venho,gosto do limbo de não pertencer,de ter de aproveitar o ar como se fosse último,dos flocos de neve como não houvesse mais para ter,a música para recordar quando o silêncio for insuportável de se ter.
No entanto o poder deitar,parar sem sentir que perdi é algo que busco.Conseguir acordar,aproveitar sem esforço,dizer sim quando tudo em mim quer dizer não; saber quando vou quero ficar e mesmo assim pensar em não ir,apenas porque é tão mais fácil,simplesmente ficar.
Devaneios para esquecer sem perder.
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